
“Nessa época, o Maternal era objeto apenas das escolinhas menores, os colégios maiores não ofertavam vaga nesse sentido, e somente depois, já nos fins dos anos 80, descobririam esse nicho de mercado.”
E ainda a revelação de que seu estabelecimento de ensino, inaugurado em 1971, era absolutamente alternativo para a época nos seus métodos pedagógicos, e que foi pioneiro em grande parte do que se aplica hoje em todas as creches, escolas maternais e jardins da infância, confirmando o acerto do que então ela fazia.
“O Cogumelo (...) destacava-se pela forma diferente de tratar e ensinar as crianças, sempre utilizando a arte como recurso lúdico, para atingir o fim didático e pedagógico. Poesia, música, parlendas, desenhos, dança, expressão corporal, dramatização, recreação, teatro de fantoches, recorte e colagem, contação de história, tudo era instrumento de aprendizado para a vida, e também para se chegar ao conhecimento formal, aquele que era exigido para a classe posterior, a Alfabetização.”
Não significa que lhe tenham todos copiado, posto que isso possa ter acontecido aqui e ali, de modo pontual, mas indica que Concita Farias antecipou, por sábia intuição, metodologia original, que outros só descobririam anos à frente.
"Parquinho? Tinha sim, mas, todo projetado artesanalmente e artisticamente (a arquitetura e a pedagogia se uniam em corpo e alma), visando explorar a coordenação viso-motora – ladeiras e degraus, para subir e descer; pontes, para passar e se equilibrar; pneus coloridos (aqui cabe ressaltar o pioneirismo absoluto), para fazer caminho de obstáculos; anéis de cacimba, para servir de casinha e abrigo; areia, muita areia de praia, para brincar e se sujar. E as mães perguntavam: Tem parquinho? Eram mostrados esses brinquedos, e elas se admiravam pela excentricidade.”

(Vide: www.leituraecontexto.blogspot.com)
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