domingo, 26 de fevereiro de 2012

TENDA ÁRABE

Esposas em seu recinto próprio na Tenda Árabe

Os diretores da ACLJ se reúnem informalmente todo mês para discutir os destinos da entidade lítero-jornalística. O cenário preferido para essas reuniões é o local privado, discreto e intimista, que o grupo denomina “Tenda Árabe”, no bairro da Aldeota.

Adriano, Rui, Dorian, Altino, Reginaldo

Após as deliberações administrativas os acadêmicos recebem convidados para trocar idéias, dizer poesias, discutir literatura, ouvir músicas e fazer experiências gastronômicas.

Neste sábado, 25 de fevereiro, o tema central do encontro foi a organização da Sessão da Saudade, em memória da acadêmica Ivonete Maia, que ocorrerá na próxima quarta, dia 29, no auditório da ACI.

O engenheiro Emanuel Costa, o médico Antônio Ellery Arcoverde Diniz e o russo Dmytri Sidorenko, intérprete oficial da Embaixada do Brasil na Rússia, em breve Cônsul Honorário do nosso país em São Petersburgo – esses os convidados da noite.

O objeto de degustação foi a culinária italiana, a vodka russa e a cerveja belga, bebidas de especial qualidade, oferecidas aos acadêmicos pelos próprios convidados. 

Dmytri, Rui, Arcoverde, Emanoel, Paulo, Altino, Adriano

sábado, 18 de fevereiro de 2012

NOTA ACADÊMICA

Embora a ACLJ tenha sido convidada pela Crônica Carnavalesca Cearense para acompanhar em carro aberto o séquito do Rei Momo, com uma representação de seus membros jornalistas, na primeira noite do desfile oficial das agremiações carnavalesca no carnaval de Fortaleza, patrocinado pela Secretaria de Cultura da PMF, bem assim tenha sido a ACLJ distinguida pela Diretoria do Náutico Atlético Cearense para ocupar uma mesa especialmente a ela reservada nos bailes que o clube promoverá durante o tríduo momesco deste ano, a Instituição teve que declinar dos honrosos convites referidos, aos quais já acedera, tendo em vista o estado de luto em que se encontra, pelo passamento repentino da acadêmica Ivonete Maia.    

O POVO DESTACA OS MENINOS DE AÇO

Finalmente a mídia cearense divulga – repercutindo jornais do mundo todo  a vitória dos dois estudantes cearenses em concurso internacional de engenharia metalúrgica, que aconteceu em Bruxelas, na Bélgica, no último dia 08 de fevereiro, conforme este Blog anunciou. 

Abaixo, reprodução  da 1ª página do Jornal O Povo de hoje, 18 de fevereiro, com chamada da matéria sobre o certame vencido por Helilton Lima e Fernando Viana, alunos do Curso de Engenharia da UFC.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Academia em luto pelo óbito da confreira Ivonete Maia


ACADÊMICO

Foto: Diário do Nordeste
Faleceu ontem, dia 14 de fevereiro, aos 73 anos de idade, a jornalista e professora Ivonete Maia, presidente da Associação Cearense de Imprensa, titular e fundadora emérita da Cadeira de nº 2 da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo. 

Ivonete manteve sua doença em segredo até os últimos dias, e mesmo assim não foi revelado o verdadeiro grau em que a doença se encontrava, de modo que a sua morte surpreendeu a quase todos. Todavia, como a acadêmica não chegou a sofrer a degradação física que o câncer sempre causa, pode-se inferir que seu organismo não tenha resistido aos rigores do inevitável tratamento.

Seguindo a tradição acadêmica, a ACLJ deverá se reunir para a Sessão da Saudade em memória de Ivonete Maia no próximo dia 29 de fevereiro, em que a confreira receberá homenagens póstumas de seus pares, iniciando com a palavra o acadêmico decano.

Em seguida, pelo Presidente Rui Martinho Rodrigues, será declarada vaga a Cadeira de nº 2 da entidade, cujo patrono perpétuo é o jornalista Perboyre e Silva, abrindo-se a fase de candidatura e eleição do novo titular.     

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CRÂNIOS DE AÇO - GENIALIDADE CEARENSE


Estranhamente, a mídia do Ceará não registrou que dois jovens universitários cearenses acabam de obter um prêmio internacional na área de Engenharia Metalúrgica, em Bruxelas, na Bélgica, no último dia 8 de fevereiro.

Os alunos do Curso de Engenharia da UFC concorreram com estudantes do mundo todo, inclusive chineses, indianos e coreanos, que eram favoritos isolados, por sua notória disposição para estudar. Mas os nossos meninos os superaram de virada.

O concurso – Etapa Mundial do 6º Virtual Steelmaking Challenge – consistia em produzir presencialmente a melhor formulação industrial para a obtenção de aço, com a melhor relação custo benefício, em terminais eletrônicos instalados em torno de uma grande bancada quadrangular.

Ao centro, André Gerdau Johannpeter e nas pontas engenheiros da Gerdau
vencedores na categoria profissional
Os cálculos eram avaliados pelo computador, em tempo real, e os resultados lançados em um grande telão, com a imediata indicação dos vencedores.

Aliás, a notícia consta de matérias pagas pela Companhia Siderúrgica do Pecém, em meia página dos jornais de grande circulação de Fortaleza. A CSP parabeniza a equipe pelo feito, mas a imprensa não repercutiu como deveria.

Os vencedores são Helilton Lima e Fernando Viana, os quais, tendo vencido a Etapa Latino Americana do concurso em Fortaleza em 15 de novembro de 2011, fizeram questão de conduzir consigo à Bruxelas para a etapa final toda a sua equipe de estudos, complementada por Rômulo Souza, Thiago Menezes, Necy Alves e Mateus Paulino, exigência que a organização do concurso concedeu.

Veja o vídeo no link abaixo


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CARNAVAL DA SAUDADE E BAILE DO HAVAÍ

O Carnaval da Saudade, única festa pré-carnavalesca promovida pelo Náutico Atlético Cearense, é o mais tradicional evento anual da cidade, seguida de perto pelo Baile do Havaí, no Iate Clube de Fortaleza.

A festa do Iate é mais marinha, mais intimista, mais sensual, mais caribenha, mais mediterrânea, mais aventureira, mais permissiva, como o clima de um cruzeiro marítimo partindo do Havaí e seguindo pelos mares dos trópicos, por morenas latitudes.

A festa do Náutico é mais praiana, britânica, pomposa, aristocrática, a partir da arquitetura que recua com jardins e gradis robustos para exibir o portal iluminado, a escadaria, as colunatas, entre as quais se revelam ante-salas espelhadas, amplos salões palacianos e longos corredores sobranceiros, abertos ao vento mas guarnecidos por telhados elegantes.

No Baile do Havaí há juventude e amavios, há fantasias mais ricamente elaboradas na forma e mais sumárias nas medidas. Yoopys, gerações pós-baby-boomers, ambiente de jovialidade que se irradia e comunica aos mais maduros, bem adequada a casais novos, a casamentos renovados, a novos ricos, enfim, em qualquer sentido, a tradição reverenciando a novidade.

No Carnaval da Saudade, como o título trai, a tradição é soberana. É o reino das famílias mais antigas, dos empresários veteranos que acenam aos concorrentes, dos políticos formais que cumprimentam com sentimento olímpico os seus adversários nas urnas, dos profissionais medalhões que se encontram – não raro duas, três gerações de uma mesma família em cada mesa.

ACLJ NO CARNAVAL DA SAUDADE
O Iate Clube não fará seu baile deste ano. O espírito de Peter Pan que vive em nós lamenta e chora. O Náutico fez, com o brilho de sempre, pois a única crítica que se poderia fazer seria sobre o público numeroso que lotou a festa – o que não pode ser visto como defeito quando o espaço físico é tão extenso, e o comportamento dos convivas foi impecável. Há de se reclamar apenas de lacunas imperdoáveis, pela ausência de alguns habitues tradicionais.
 
   

IVONETE MAIA - UM SINÔNIMO DE DIGNIDADE

A confreira Ivonete Maia, jornalista veterana, professora, primeira mulher a presidir sindicato de jornalistas no Brasil, atual presidente da Associação Cearense de Imprensa, emérita titular da cadeira de nº 2 da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, concedeu uma longa e comovente entrevista ao Jornal O Povo, edição de sexta-feira, 10 de fevereiro.

Ivonete convalesce de um câncer no esôfago, já devidamente debelado, todavia ainda alvo de terapia química para prevenir sua recidiva, conforme o protocolo médico de praxe. Mas a história da doença que enfrentou e está vencendo com galhardia se torna um detalhe banal para quem a ouve falar de sua vida de sucessos.

De tudo que se lê na matéria de O Povo sobre Ivonete, por Ivonete, ressuma em síntese uma palavra que desafia sinonímia – DIGNIDADE – a qual rutila nas entrelinhas de sua narrativa biográfica, em que não fala de grandezas, e, até pelo contrário, confessa entre risos alguns dos santos pecadilhos do passado, dos quais, acredita, os sustos da doença a redimiram.

Os que fazemos a ACLJ, ao tempo em que parabenizamos O Povo pela belíssima entrevista com Ivonete Maia, nos solidarizamos com a nossa companheira de Academia nesse seu momento de apuros médicos, já quase superados. Ivonete Maia foi uma das primeiras personalidades a apoiar nossa entidade, que de pronto aceitou integrar, e fez questão de acolher na sede da associação que ela preside, a veneranda ACI.  Ave Ivonete!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

FAUSTO NILO NO VISÃO POLÍTICA




Evaldo Gouveia
Até os anos 60 não havia muitos cearenses nacionalmente projetados na área da música, além do confrade Evaldo Gouveia, compondo canções românticas de grande sucesso, em pareceria com o capixaba Jair Amorim, geralmente na voz de Altemar Dutra, e Humberto Teixeira, letrista regular do pernambucano Luiz Gonzaga. Ninguém bastante identificado com o Estado do Ceará que fanatizasse as multidões.



Então surgiu no cenário nacional um grupo de jovens compositores e intérpretes oriundos de Fortaleza, que a mídia rotulou de “Pessoal do Ceará”, aproveitando a expressão usada por eles como subtítulo do primeiro disco que publicaram, intitulado “Meu Corpo, Minha Embalagem, Todo Gasto na Viagem”.












O termo “pessoal”, largamente utilizado por aqueles rapazes e moças cearenses, como por toda a população do nosso Estado, causava estranheza aos sudestinos de então, que ainda preferem referir “às pessoas”, ou aplicar o coletivo “galera”, conforme consignado no livro virtual “Dialeto Cearense”, do confrade Reginaldo Vasconcelos, que se pode acessar em link inserido neste Blog. A palavra “pessoal” é usual no Brasil inteiro como adjetivo, na acepção de “próprio”, “individual”, “particular”.  

Naquele grupo de jovens artistas cearenses se inseria o intelectual Fausto Nilo Costa Júnior, letrista primoroso, hoje com mais de 400 composições musicais, feitas em parceria com mais de 100 compositores do Brasil inteiro, muitas delas celebrizadas na voz dos mais renomados cantores do país, em cerca de 500 gravações. Ele está completando 40 anos como compositor profissional.

Mas Fausto Nilo, que é Membro Honorário da ACLJ, também é arquiteto e urbanista de grande talento e prestígio, e nessa condição tem feito grandes intervenções nos principais logradouros de Fortaleza, como a Praça do Ferreira, a Ponte dos Ingleses, o Mercado São Sebastião e o Centro Cultural Dragão do Mar, alguns desses projetos em parceria com colegas arquitetos.




























Neste momento em que a cidade reclama soluções para a chamada “mobilidade urbana”, tendo em vista estar Fortaleza incluída entre as sedes do próximo campeonato mundial de futebol, e já estar instalado verdadeiro caos no tráfego local de veículos, Fausto Nilo foi convidado pela produção do Programa Visão Política, pela FGF TV, Canal 14 da NET, para dar sua opinião abalizada sobre o tema, na edição que vai ao ar na próxima semana.
Os debatedores Rui Matinho Rodrigues e Djalma Pinto, com  o convidado
Fausto Nilo, durante a gravação



Esta será a última edição do Programa Visão Política sob a interinidade do confrade Reginaldo Vasconcelos, tendo em vista que na semana seguinte reassumirá suas funções o seu produtor e apresentador titular, o jornalista e sociólogo Arnaldo Santos, que chefia a equipe de debatedores do programa e que se ausentou do Brasil por quatro meses para um curso de especialização em Nova Iorque.  

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PIONEIRISMO PEDAGÓGICO

Acessando o blog “Leitura e Contexto” leio interessante crônica recentemente postada pela bibliotecária Ana Luíza Chaves, e descubro que a sua mãe, a confreira Concita Farias, ocupante da Cadeira nº 7 da ACLJ, poetisa refinada, manteve escola de ensino fundamental em Fortaleza por mais de vinte anos.

Nessa época,  o Maternal era objeto apenas das escolinhas menores, os colégios maiores não ofertavam vaga nesse sentido, e somente depois, já nos fins dos anos 80, descobririam esse nicho de mercado.

E ainda a revelação de que seu estabelecimento de ensino, inaugurado em 1971, era absolutamente alternativo para a época nos seus métodos pedagógicos, e que foi pioneiro em grande parte do que se aplica hoje em todas as creches, escolas maternais e jardins da infância, confirmando o acerto do que então ela fazia.

“O Cogumelo (...) destacava-se pela forma diferente de tratar e ensinar as crianças, sempre utilizando a arte como recurso lúdico, para atingir o fim didático e pedagógico. Poesia, música, parlendas, desenhos, dança, expressão corporal, dramatização, recreação, teatro de fantoches, recorte e colagem, contação de história, tudo era instrumento de aprendizado para a vida, e também para se chegar ao conhecimento formal, aquele que era exigido para a classe posterior, a Alfabetização.”

Não significa que lhe tenham todos copiado, posto que isso possa ter acontecido aqui e ali, de modo pontual, mas indica que Concita Farias antecipou, por sábia intuição, metodologia original, que outros só descobririam anos à frente.   

"Parquinho? Tinha sim, mas, todo projetado artesanalmente e artisticamente (a arquitetura e a pedagogia se uniam em corpo e alma), visando explorar a coordenação viso-motora – ladeiras e degraus, para subir e descer; pontes, para passar e se equilibrar; pneus coloridos (aqui cabe ressaltar o pioneirismo absoluto), para fazer caminho de obstáculos; anéis de cacimba, para servir de casinha e abrigo; areia, muita areia de praia, para brincar e se sujar. E as mães perguntavam: Tem parquinho? Eram mostrados esses brinquedos, e elas se admiravam pela excentricidade.”


O Brasil ainda precisa entender que educação de qualidade é a chave para se reduzirem as desigualdades, a criminalidade, o desemprego, a fome, bem como para se produzirem profissionais de alto nível, que ajudem a promover a evolução tecnológica e econômica do País. E tudo começa no ensino básico. Pelo que se vê Concita Farias há muito tempo sabe disso.

(Vide: www.leituraecontexto.blogspot.com)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Fernando Maia

O veterano jornalista Fernando Maia encheu a cidade de outdoors anunciando, em letras garrafais, que está indo trabalhar na Globo. E levando com ele o seu filho Louro Maia.

Fernando fez uma blague espirituosa, pois se refere à Rádio Globo, emissora local, pertencente ao deputado estadual Moésio Loiola – e não à Rede Globo, como se deduz à primeira vista. Claro que a manchete dos cartazes causa um teasing, expressão em inglês para o recurso publicitário que motiva o público a se interessar pela mensagem.

Mas Fernando Maia já esteve na Rede Globo anos atrás, quando chegou a apresentar a parte local do Jornal Nacional, aliás, com grande competência.


Rodolfo Espínola
Rogério Cardoso
Ele é sósia aproximado de  imensas figuras da mídia que recentemente nos deixaram – o nosso saudoso Rodolfo Espínola, jornalista cearense, e o grande ator Rogério Cardoso, nacionalmente conhecido.

Fernando Maia tem uma das mais belas vozes da nossa radiodifusão, e uma das línguas mais críticas da imprensa cearense, na sua atuação como analista político.

Postado por Reginaldo Vasconcelos

A BELA MARIANA

Uma das melhores piadas do extinto programa cômico Gazeta e Planeta, da Rede Globo de Televisão, foi feita logo depois do concurso promovido pelo Fausto Silva, na mesma emissora, para eleger a substituta da loura dançarina Carla Peres, do conjunto de pagode “É o Than”, que saía do grupo para fazer carreira solo.

Durante semanas seguidas, concorreram centenas de mulheres de todo o Brasil, todas calipígias avantajadas, pois a medida dos quadris era requisito eliminatório, até que se chegasse à vencedora. Então, um dos seis integrantes do elenco de humoristas lamentou: “Eu andei fazendo umas contas, e concluí que, durante esse concurso, quilômetros de nádegas foram pelo ralo – e a culpa é do Governo! A culpa é do Governo!

Parodiando essa anedota, pode-se do mesmo modo lamentar que a bonita e competente repórter esportiva Mariana Sasso, da TV Verdes Mares, certamente em busca da melhor forma tenha emagrecido tanto. Não se sabe de quem é a culpa, mas a verdade é que no caso dela muitos centímetros de absoluta beleza escorreram pelo ralo.

Componente de uma equipe de jovens jornalistas da melhor qualidade, Mariana enche de graça e de espontaneidade sua participação no jornal, prendendo a atenção de todos, mesmo dos telespectadores que não acompanhem o futebol. E aqueles quilinhos a mais não lhe faziam mal nenhum.

Um dia desses, durante o jornal, ela chamou uma determinada matéria e a técnica, por engano, entrou com imagens que não tinham nada a ver. Mariana Sasso então gritou alegremente: “Epa! Houve uma falha!” – em vez de fazer aquele silêncio desapontado e aquela cara de paisagem que mesmo os grandes apresentadores costumam fazer, quando estão no ar ao vivo e alguma coisa dá errado.       

sábado, 28 de janeiro de 2012

MENOS A LUÍZA SAMPAIO, QUE ESTÁ NO CANADÁ

Os carrancudos de plantão têm feito críticas ao grande hit da Internet lusófona no momento, aquela história da “Luíza, que está no Canadá”. Na verdade, trata-se de um bom flagrante do jocoso e alegre espírito brasileiro, que transforma em facécia e pilhéria qualquer pequeno e inocente fato da mais refinada patuscada.

Cooptado para fazer um anúncio testemunhal sobre a qualidade de um empreendimento imobiliário na TV pernambucana, um cidadão local resolveu, certamente por saudosismo, incluir no texto publicitário o fato banal, mas verídico, de que somente sua filha Luíza não aproveitaria de imediato a aquisição do novo apartamento, por estar no Canadá.

Algum gaiato da melhor qualidade percebeu a bobagem desse registro, e o transformou em gozação cibernética, que logo se disseminou pelas redes sociais, e dela invadiu a grande mídia, e daí caiu na boca do povo por toda a nação brasileira e adjacências.

A expressão “menos a Luíza, que está no Canadá” tornou-se o que a Zélia Gattai, mulher do Jorge Amado, denominou de “Código de Família”, em um de seus últimos livros, neste caso não mais somente de um mesmo clã, mas de toda a família brasileira. A partir de agora, sempre que se quiser significar alguma coisa que inclui a todos, se acrescentará “menos a Luíza, que está no Canadá”.

Dorian e sua mulher Denise,
que também é acadêmica
Acontece que o Acadêmico da ACLJ Dorian Sampaio Filho vai passar o carnaval em Olinda com a família, mas não vai com eles a sua filha Luíza, que está no Canadá. Bem, parece que a Luíza Sampaio está na Alemanha, mas com certeza sua irmã mais nova Nina está no Canadá, a qual também, de qualquer maneira, pela mesma razão, vai perder o carnaval.        

domingo, 22 de janeiro de 2012

REPERCUTINDO "THE MINO TIMES"

Mino
Cadeira nº 17 da ACLJ

Sábado, 21/01, li, com um misto de prazer e melancolia, o texto “O Lançamento”, publicado em “The Mino Times”, coluna do confrade Mino, no Diário do Nordeste.  O prazer veio da leitura em si. Agradável, leve, objetiva e poética, com fortes pinceladas de bom humor. A melancolia veio da constatação da insustentabilidade, do ponto de vista comercial, da literatura como um todo, não apenas dos versos de Mino, como ele próprio atesta. Esse é um mal que atinge a todos nós, que temos na escrita, seja qual for sua forma, uma extensão de nossos pensamentos, uma exteriorização de nossa perspectiva do mundo.

Mas o texto foi muito oportuno, visto que está em andamento a idéia da ACLJ de editar um livro com um trabalho de cada membro, acompanhado de sua fotografia e breve biografia. Somar esforços e dividir resultados é o pensamento. Vale lembrar que esse projeto somente existe porque o também confrade Dórian Sampaio se dispôs a editar essa coletânea em sua editora a preço de custo.

Assim, ao invés de ficarmos à mercê de um público arredio às letras e aos gastos, como aconteceu na narrativa de Mino, seremos quarenta a arregimentar, cada um, seus gatos pingados, somando esforços, dividindo resultados e fazendo a diferença. E talvez até promovendo uma boa e animada festa para comemorar.
Postado por Altino Farias
   Link para ler o texto “O lançamento”:
Depois selecione: Sábado, 21/01- Caderno 3. Depois avance até a página 6. 

  

VAZA LAMA NA TV

O jornalista Pedro Bial, apresentador do Big Brother brasileiro, da Rede Globo, em recente entrevista a Sérgio Groisman, na mesma emissora, afirmou que aprecia assistir a programas de TV de má qualidade, para melhor obter lições, ao que José Bonifácio Sobrinho, o Boni, que também estava presente, concluiu: “Então você assiste ao Big Brother!”. Como se sabe, o Big Brother é dirigido por seu filho mais velho, o Boninho.

Esse rasgo de franqueza, que ataca atual atração de TV que seu próprio filho dirige, na emissora que o próprio Boni comandou por tantos anos, causou espanto e repercutiu pela mídia a fora. Não se sabe se a expressão escapou de forma irrefletida ou se o grande ícone da televisão brasileira teve a intenção deliberada de expressar a sua crítica ao tal reality show, ainda que de forma bem-humorada.

O fato é que o programa partiu de uma idéia interessante, e que poderia ser de fato uma curiosa e instrutiva experiência sócio-antropológica, prestando-se a um exame sério das reações humanas em condições especiais de confinamento e convivência.

Mas a coisa se converteu na exploração grotesca da libido juvenil, com a exibição pública dos impulsos instintivos dos participantes, que são inclusive induzidos à embriaguês, e obrigados a compartilhar camas, para perderem a inibição e se entregarem a fornicações mal disfarçadas.

Assim, o sexo, que eventualmente perpassava, sob lençóis, as primeiras edições, foi se tornando o grande foco do programa, depois que emissoras concorrentes copiaram a fórmula, elevando exponencialmente a audiência por meio da pornografia e da perfídia, que eram constantemente estimuladas pelos produtores dos programas, os quais já selecionavam os participantes dentre as figuras mais polêmicas, mais irreverentes e mais lascivas do meio artístico brasileiro.

Agora se estabelece uma estranha polêmica nacional sobre se houve ou não estupro, em cena íntima que o próprio formato do programa propiciou, o país debruçado sobre a interpretação de movimentos corporais realizados na penumbra, embaixo de cobertores, para definir afinal se houve ou não penetração sexual de um participante em outro, os dois pressionados a declarar que o intercurso aconteceu, quando ambos negam se haver configurado o ato do coito.

Ora, a investigação policial e a punição penal do crime de estupro estão condicionadas ao interesse da vítima em processar o estuprador, porque a lei reconhece o direito do estuprado de proteger sua própria imagem, mantendo-a desvinculada do fato degradante. Mas a emissora de TV, ao produzir esse tipo de programa, e o Poder Público brasileiro, ao permitir a sua emissão, expuseram a vítima aos fatos, e agora a expõem ao constrangimento de vê-los divulgados em rede nacional.

O jovem envolvido, por seu turno, é lançado a execração pública, após carícias avançadas consentidas e compartilhadas, sob a presunção de que ele devesse se conter, caso a parceira adormecesse. Uma vez previsivelmente bêbado, obrigatoriamente na mesma cama com uma bela moça também providencialmente embriagada – tudo de acordo com o modelo do programa – tanto faz agora saber que nível de libidinagem aconteceu, muito menos se durante o ato a mulher cochilou ou entrou em êxtase.

Tudo se torna mais grave porque o rapaz em questão tem pele escura, o que inelutavelmente suscita suspeita de crime de racismo contra ele. De todo modo, ainda que não haja qualquer preconceito de cor no episódio, há inevitável prejuízo para a causa anti-racista no País. Os racistas de plantão ficam exultantes toda vez que um afro-descendente surge na mídia em situação desfavorável.

Se não tem cabimento discriminação contra brancos na tal da política de cotas nas universidades, que promove antagonismo racial entre compatriotas, acirrando antipatias étnicas no seio do povo, por outro lado é preciso ter presente que o showbis deve primar pela melhor imagem dos negros brasileiros, pois essa é a melhor forma de reverter arraigadas e absurdas intolerâncias sociais. Um magnífico exemplo de sincretismo étnico nos dá a apresentadora de TV Regina Casé, com o seu programa “Esquenta”, este sim um entretenimento sadio, de excelente qualidade.



Postado por Reginaldo Vasconcelos      

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O LIVRO DO BONI

Boni e seu filho Boninho
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o famoso Boni, 76 anos, paulista de Osasco, o pai da moderna televisão brasileira, acaba de lançar um livro contando sua trajetória de vida, particularmente sua experiência como homem de TV.

Prático e objetivo como sempre, deu ao livro um título tão simples quanto eloqüente – O Livro do Boni. Obvio, todos sabem o que é um livro, e todos sabem quem é o Boni. Fica subentendido um subtítulo: “Primeiro e Único”. Estreando sobre-septuagenário, com uma autobiografia exaustiva, claro que ele não pretende escrever mais.

Supinamente inteligente, Boni é também ele próprio primeiro e único na arte televisiva, que era uma tecnologia novíssima no mundo e mal iniciara no Brasil, e que ele soube dominar e desenvolver com intuição e sabedoria, criando fórmulas próprias e encontrando soluções engenhosas, para fazer neste país um pólo de excelência em televisão aberta.

Com a morte de seu pai, aos quinze anos o Boni foi com a mãe morar no Rio de Janeiro, em casa de parentes seus, bem defronte à residência de parentes meus, na qual meu pai ficava hospedado.

O paulista Boni e o cearense Ayrton fizeram-se amigos e companheiros, este último apenas dois anos mais velho, cujo primo e anfitrião carioca Irapuã Vasconcelos, da mesma idade, decidiu levar a dupla para conhecer o Corcovado.

A foto, que não está no Livro do Boni, foi captada em 1950 pela Rolleyflex paterna (relíquia que herdei), e na imagem se vê o jovem Bonifácio Sobrinho, minha prima Gilca, e a vizinha Sueli, que o Boni namorava.

Postado por Reginaldo Vasconcelos




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

RICARDO GUILHERME CONVALESCE

Recupera-se bem de uma angioplastia a que foi submetido sábado passado, no Hospital da UNIMED, o ator e jornalista Ricardo Guilherme, Cadeira nº 38 da ACLJ.

Ricardo entrava para assistir a um show quando se sentiu mal, constatando em seguida a necessidade de uma intervenção coronariana para desobstrução circulatória.
Ricardo Guilherme,
entre o Presidente Rui Martinho e o Secretário Altino Farias
Grande número de acadêmicos enviou mensagens de bons augúrios ao nosso confrade, através do endereço eletrônico da ACLJ, manifestando votos de que ele se restabeleça prontamente. 

PALESTRA NO MIS

O Museu da Imagem e do Som do Ceará, por seu Presidente, o acadêmico Nirez, convida os confrades da ACLJ para a palestra que promoverá no próximo dia 17 de janeiro, às 15:30h, e que será proferida no seu auditório da Av. Barão de Studart pelo professor Pedro Alberto de Oliveira Silva, do Instituto do Ceará, falando sobre o tema “O Dia do Ceará”. Abaixo, o convite oficial.